Verão exige maiores cuidados com a pele



Dezembro chegou e com ele vem a estação mais aguardada do ano, o verão. Neste período, as pessoas ficam mais expostas aos raios ultravioletas no dia a dia e, quando chega o fim de semana ou férias, usam e abusam do sol em praias, piscinas e outras atividades ao ar livre. Em função disso, os cuidados com a pele devem ser redobrados para evitar queimaduras, envelhecimento precoce (rugas), câncer de pele, manchas, entre outros problemas.

 

“Nessa época, os raios UVB possuem alto grau de intensidade, deixando a pele vermelha, por isso é importante intensificar o uso do filtro solar. Todos tem que se prevenir do sol, mas os grupos de maior risco são os de pele clara, sardas e olhos claros”, explica a dermatologista Joana Costa, da Clínica Dermatológica Joana Costa.

 

Com a exposição prolongada ao sol, recomenda-se proteção superior a 35. O produto deve ser aplicado 30 minutos antes para que a pele o absorva e em todas as partes de corpo, inclusive nas mãos, orelhas, nuca e pés.  Quando estiver na praia, piscina ou área externa, a pessoa deve reaplicar o filtro a cada duas horas ou menos, caso haja transpiração excessiva ou se entrar na água.

 

Vale lembrar que a pessoa exposta ao sol por horas, mesmo tendo utilizado um bom filtro solar, pode vir a ter danos à saúde. “O melhor a fazer é evitar o sol entre os horários das 10h às 16h e complementar as estratégias de fotoproteção com roupas com filtro solar, chapéus e óculos apropriados”, afirma Joana Costa, lembrando que as roupas de algodão retêm cerca de 90% da radiação UV, enquanto tecidos sintéticos, como o nylon, retêm apenas 30%.
A combinação sol, praia, areia ou piscina mais o excesso de suor também eleva o risco das doenças de pele, como manchas, brotoejas, micoses e acnes solares. “O melasma, que é uma mancha escura, surge com muita frequência após a exposição prolongada ao sol. Afeta mais frequentemente as mulheres, principalmente na face”, diz Joana Costa, lembrando que o aparecimento das sardas brancas também são comuns nesta época.

 

Já as micoses, infecções causadas por fungos que se alimentam da queratina da pele, como as frieiras, aparecem de diversas maneiras, sendo os pés e a virilha os lugares mais afetados. Elas acometem pessoas de qualquer idade e a melhor forma de preveni-las é mantendo hábitos de higiene, como secar-se após o banho, principalmente áreas de dobras da pele, como os dedos dos pés, axilas e evitar andar descalço em pisos constantemente úmidos (lava-pés, vestiários, saunas).

 

A mistura da oleosidade da pele com o uso do filtro solar também pode
causar acne solar. Para evitá-la, é necessário lavar o rosto com sabonete ideal para o tipo de pele da pessoa, usar tônicos adstringentes e filtros solares com base aquosa ou em gel.

 

As brotoejas, pequenas bolinhas vermelhas na pele, surgem principalmente em bebês por conta do contato da pele com o suor nas “dobrinhas” da pele e são de fácil tratamento. O sol, no entanto, pode causar doenças graves como o lupus discoide, que pode deixar cicatrizes, e o câncer de pele, que pode levar à morte.

 

Além de se proteger do sol, é importante beber 2 a 3 litros de água por dia e hidratar o corpo. “A água, além de saciar a sede e contribuir para o bom funcionamento de órgãos internos, hidrata e contribui para o não ressecamento e envelhecimento da pele. À noite, após um dia todo de exposição ao sol, é preciso lavar bem o rosto e o corpo e utilizar hidratante”, finaliza a médica.

 

Câncer de Pele

 

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) registra, a cada ano, 135 mil novos casos e o câncer da pele responde por 25% de todos os diagnósticos de câncer no Brasil. O tipo mais comum, o não melanoma, tem letalidade baixa, mas os números alarmam os especialistas. A exposição excessiva ao sol é a principal causa da doença.

 

Estima-se que em 2016 o número de novos casos de câncer de pele não melanoma atinja 80.850 homens e 94.910 mulheres. Quanto ao melanoma, sua letalidade é elevada, porém sua incidência é baixa (3.000 casos novos em homens e 2.670 casos novos em mulheres). No Centro-Oeste, estima-se que surjam no próximo ano 8.560 novos casos de câncer de pele não melanoma em homens e 7.790 em mulheres, contra 210 casos de câncer de pele melanoma em homens e 150 em mulheres.