Efeito tartaruga: última tendência de luzes para os cabelos



Nova técnica imita casco de tartaruga deixando o cabelo mesclado, jovial e elegante

Sai de cena o ombré e os cabelos platinados, e chega com tudo o efeito tartaruga ou tortoiseshell hair. A nova técnica foi inspirada no casco de tartaruga com todas suas cores: dourado, castanho, chocolate e mel. O diferencial está na mesclagem multidimensional dos tons, proporcionando um efeito iluminado, jovial e elegante. Não é à toa que várias celebridades já aderiram ao efeito tartaruga, como Gisele Bündchen, Alessandra Ambrósio, Jennifer Aniston, Jessica Alba, Lily Aldridge e Khloé Kardashian.

“Trata-se de uma coloração menos marcada, que acaba com a divisão entre a parte natural mais escura e a parte descolorida do cabelo”, explica a tricologista (profissional especializada na estrutura molecular dos fios)  Janaína dos Santos, da Clínica Dermatológica Joana Costa. Segundo ela, é uma ótima opção para mulheres que não querem retocar o cabelo todo, pois as luzes antigas continuam nas pontas e novas luzes são feitas em pontos estratégicos para iluminar ao redor do rosto.

O efeito fica bonito em cabelos de todos os cumprimentos e tipos. A base é feita com o tom loiro-escuro. A partir daí, são puxadas as mechas douradas, chocolate e mel.  “Numa mecha coloca-se descolorante e na outra tonalizante um tom ou dois abaixo do tom do cabelo e a outra continua natural”, diz Janaína dos Santos. Como a raiz possui o fundo mais escuro, não é necessário refazer em curto período de tempo. Em média o retorque é feito a cada 60 ou 90 dias.

De acordo com a dermatologista Joana Costa, as técnicas que mantém o fundo da raiz escura são menos danosas aos fios, pois o retorque é feito com intervalos maiores, diferentemente da tintura ou luzes e mechas tradicionais. “Quanto menos repetir o processo, melhor. Além disso, o efeito tartaruga mescla mechas claras com descolorante (agressivos) com tonalizantes (menos agressivos)”, afirma a médica.

Ela recomenda que todas as pessoas com cabelos tingidos ou despigmentados façam hidratações frequentes tanto em casa como no salão ou em centros de tratamento capilar. “Hoje existem técnicas muito eficientes de reconstrução à base de proteínas, como queratina, além de nutrições com multivitaminas, tanto nos fios como no couro cabeludo, associadas à cromoterapia e ao laser”, finaliza Joana Costa.